quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Beisebol brasileiro na mira dos gringos

Por Débora Kaoru e Orlando Olivas

O Brasil é conhecido mundialmente como o país do futebol. Mas o que muitas pessoas não sabem é que vários esportes populares em outros países têm conquistado espaço em todo o território nacional. Um exemplo é a procura por aulas de beisebol que aumenta a cada ano, especialmente na Região do Alto Tietê. Em virtude desse avanço registrado na última década, hoje os atletas brasileiros são cobiçados por grandes clubes internacionais.
De acordo com o técnico da equipe Gecebs, Estevão Sato, ex-jogador e comandante da Seleção Brasileira de Beisebol, o interesse pelo esporte seria muito maior se houvesse ampla divulgação e investimentos privados. “Os patrocínios se concentram exclusivamente no futebol”, afirma o técnico. A equipe Gecebs nasceu em Arujá, conhecida como “Cidade do Beisebol”. O município ganhou o apelido por reunir o maior número de times na modalidade em todo o estado de São Paulo.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelos clubes, o esporte tem se fortalecido. Depois do Pan do Rio de Janeiro, em 2007, olheiros dos Estados Unidos e Japão passaram a visitar o país com mais frequência. Esses agentes rodam o mundo atrás de novos e lucrativos talentos, como o adolescente Thiago Vieiras, de 17 anos, que atuava no Gecebs. O jovem arremessador, posição considerada a mais importante no beisebol, foi contratado na última semana para integrar uma equipe americana.
Segundo Sato, seis clubes internacionais disputavam o passe do arremessador, mas o garoto optou pelo time americano. “Torcemos pelo sucesso do Thiago. Ele é uma pessoa de origem humilde, que encontrou no esporte uma forma de crescer e ajudar sua família e a comunidade onde nasceu”, elogia o técnico, que jogou no Japão durante sete anos.

Tradição

O beisebol foi trazido para o Brasil no final do século 19 por norte-americanos que vinham trabalhar nas empresas nacionais. Contudo, a modalidade passou a ser conhecida como o esporte dos japoneses. A explicação é simples: o beisebol se desenvolveu no interior do Estado, onde a Colônia Japonesa representava grande parte da população. Na época, os torneios eram realizados nas fazendas.
A tradição é seguida até hoje pelos descendentes japoneses, que mantêm, além das equipes adultas, as categorias de base para incentivar os pequenos atletas. A Prefeitura de Arujá patrocina um projeto junto ao clube Gecebs para que as crianças conheçam um pouco da cultura regional e aprendam a jogar beisebol. “Priorizamos as categorias de base porque as crianças são o futuro do País. Temos mais de 45 alunos aprendendo, antes de qualquer coisa, valores como união e respeito. Somente assim criaremos grandes esportistas”, conclui Sato.


Regras do jogo

O esporte consiste em marcar pontos, que são chamados de “runs”. O campo é um semicírculo, com um quadrado inserido. As bases ficam posicionadas nos pontos de encontro entre o quadrado e o semicírculo. Cada uma das duas equipes possui nove jogadores.
A dinâmica do jogo funciona da seguinte forma: o “pintcher” (lançador) deve arremessar (em três chances) a bola e passar pelo “runner” (batedor). Atrás deste fica o apanhador, da mesma equipe do arremessador, chamado de “catcher”. O rebatedor deve acertar a bola e correr para as bases. Quando a bola é jogada para fora do estádio a equipe ganha um ponto. Essa jogada é conhecida como “home run”. Os interceptadores do time adversário devem pegar a bola e jogar na direção das bases para os jogadores de sua equipe, para evitar o progresso do batedor. Caso o batedor consiga percorrer todas as bases, o ponto é computado.
O jogo inteiro é composto de nove turnos (ataque e defesa alternados). Cada turno termina quando os três batedores são substituídos. Isso ocorre, quando o ponto não é marcado.

Lucro.com.br

Comércio virtual cresce e vira alternativa de empreendedorismo

Por Débora Kaoru e Orlando Olivas

Fatores como a expansão do plano de acesso à banda larga no Brasil e o aumento de crédito proporcionado pelo governo no último ano fizeram com que as compras pela internet ficassem cada vez mais fáceis. Por isso, o e-commerce, nome dado a plataforma de negócios virtuais, tende a crescer dia após dia. De acordo com o site especializado em compras on line EBit, hoje aproximadamente 23 milhões de brasileiros são e-consumidores e o faturamento estimado do comércio eletrônico para 2010 é de R$ 13,60 bilhões. Um crescimento de 30% em comparação ao ano anterior.
A comerciante Jacqueline Fioschi, 19, trabalha nas ondas da rede há dois anos e conta que a expansão do mercado virtual é um reflexo do perfil dos consumidores modernos. Segundo ela, a variedade e a comodidade oferecidas nessas transações são os itens que mais colaboram para o aumento das compras on line. “As vendas melhoram a cada dia por causa da divulgação, qualidade, variedade e claro segurança. Comprar virtualmente é tão fácil e cômodo, que as pessoas deixam o medo de lado”, explica Jacqueline.
Para a jovem empreendedora, a insegurança dos clientes deve ser driblada com transparência na negociação e respeito. “Antes os consumidores tinham receio de comprar pelos sites, mas no meu caso disponibilizei tópicos e comunidades em redes sociais de pessoas que compraram e aprovaram. Ou seja, utilizo essas ferramentas como recomendação aos futuros clientes”, afirma a comerciante. Um estudo, divulgado no mês de agosto, pelo TNT Research International mostra que a infinidade de opções geradas pelos sites de buscas transforma os consumidores em clientes seletivos e aponta a influência do público no processo de compra.
A pesquisa aplicada nas capitais de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e Recife, com mil usuários de ambos os sexos - idades entre 16 e 35 anos-, revelou que 76% dos entrevistados procuram informações em fóruns ou blogs antes de decidir onde gastar, 50% já mudaram de opinião sobre uma compra ao encontrarem recomendações negativas e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Produtos para todos os gostos e bolsos

O fotógrafo Ricardo Arishima, 25, é adepto do e-commerce há mais de 5 anos e disse que usa as vitrines virtuais para “encher o guarda roupa” e também para adquirir “produtos eletrônicos”. As lentes da câmera que usa para trabalhar foram compradas em um site americano. “Gosto muito de comprar pela internet. No universo on line, você consegue adquirir produtos de qualquer país com facilidade e preço justo”, afirma o fotógrafo.
Além da quebra de barreiras, as lojas virtuais oferecem ainda produtos para todos os segmentos. A redatora Caroline Vasconcelos, que escreve sobre comércio eletrônico e empreendedorismo para a REVISTA/SITE/ SEI LÀ, enfatiza que apesar da variedade de objetos divulgados nos sites de venda, atualmente, “os produtos mais vendidos são os eletroeletrônicos e livros”. Ela conta também, que 80% dos e-consumidores encontram-se na faixa entre 25 e 59 anos. Enquanto, apenas, 66% dos consumidores do varejo tradicional representam a mesma faixa etária.
Para atender as necessidades desse público tão exigente e ganhar a dianteira frente à concorrência, os lojistas têm investido em ferramentas que facilitem as compras, de acordo com Caroline. “Os comerciantes investem no inusitado, como oferecer novas formas de parcelamento, o que ajuda na compra de produtos com maior valor agregado. A loja virtual que tiver o maior número de vantagens a oferecer, com certeza sairá na frente na disputa por clientes”, finaliza a redatora.


Cuidado na hora de encher o carrinho

O especialista em relações de consumo Dori Boucault dá dicas de como comprar pela internet, sem correr o risco de ser lesado:
- É importante observar os procedimentos e recursos adotados para garantir a segurança e a confidencialidade da transação eletrônica e de seus dados (pessoais, de consumo e financeiros).
- Busque referências sobre o site que pretende contratar. A escolha criteriosa do fornecedor não despende tempo e pode ser decisiva para garantir que suas expectativas sejam atendidas.
- Anote dados que permitam identificar e localizar a sede do fornecedor, como CNPJ e endereço físico. Caso seja necessário formalizar reclamação junto ao órgão de defesa do consumidor ou recorrer ao Poder Judiciário, você precisará dessas informações.
- Confira todas as características do produto ou serviço ofertado: preços, valores de fretes, despesas adicionais, prazo de entrega ou execução, condições de pagamento. Na compra de produto, avalie se o custo total compensa a comodidade da contratação à distância.
- Em caso de dúvidas, utilize os telefones e endereços eletrônicos para obter esclarecimentos adicionais sobre o produto ou serviço que pretende contratar.
- Verifique se o fornecedor apresentará nota fiscal e se há condições de garantia contratual adicionais e sob quais condições.
- Verifique se há assistência técnica brasileira e acessível autorizada para o exercício da garantia.
- Acesse sites de fabricantes, de avaliadores independentes ou com opiniões de outros consumidores; se possível, solicite demonstração como forma de conhecer melhor o produto.
- Fique atento à política de trocas e aos procedimentos que devem ser adotados em caso de problemas.
- Ao confirmar a contratação, não deixe de imprimir ou guardar, se possível sob a forma eletrônica, todos os documentos que atestam a relação, como número da compra, confirmação do pedido, comprovante de pagamento, contrato ou anúncios.